Título: Saúde Mental: O impacto do racismo e homofobia no envelhecimento de homens negros gays.
Proponente(s): Santos, R. M. S.
Aluno(s):
Rodrigues, C. C. C.
Braga, V. S.
Malvezzi, S.
Área: Artes e humanidades
Resumo:
Este estudo investiga o impacto do racismo e da homofobia no envelhecimento e na saúde mental de homens negros gays em Salvador, Bahia. Diante do rápido crescimento da população idosa no Brasil, torna-se fundamental analisar o envelhecimento considerando marcadores sociais como raça, gênero e sexualidade, que influenciam diretamente as condições de vida e saúde mental desses indivíduos. A população negra LGBTQIA+ vivencia uma dupla marginalização que, ao longo da vida, pode se intensificar, produzindo exclusão social, isolamento e barreiras de acesso a serviços essenciais.
Para compreender essas experiências complexas, adota-se uma abordagem qualitativa baseada no método de histórias de vida. Por meio de entrevistas em profundidade, busca-se captar narrativas que revelem como homens negros gays percebem e vivenciam raça, gênero e envelhecimento, identificando a incidência de adoecimento psíquico e a presença de racismo e homofobia ao longo de suas trajetórias. Essa metodologia permite examinar de forma detalhada as interseccionalidades entre opressões raciais e sexuais, ampliando a compreensão sobre os seus impactos afetivos, subjetivos e psicológicos.
Conclui-se que o estudo pretende aprofundar a compreensão sobre como essas opressões influenciam o processo de envelhecer e a saúde mental, evidenciando de que maneira tais marcadores moldam a subjetividade e a experiência de vida desses indivíduos. Busca-se identificar padrões de sofrimento psíquico como depressão, ansiedade associados à discriminação, bem como compreender como essas opressões afetam a expectativa de vida e a percepção de futuro. Ao mesmo tempo, procura-se destacar estratégias de resistência e resiliência construídas ao longo de suas trajetórias, contribuindo para a elaboração de políticas públicas mais inclusivas e qualificadas. Espera-se, assim, fomentar debates acadêmicos e sociais sobre envelhecimento, identidade e interseccionalidade, fortalecendo práticas mais acolhedoras na formação e atuação de profissionais da saúde e da psicologia.
PALAVRAS-CHAVE: raça,homossexualidade, saúde mental.