Título: ACESSO À REPRODUÇÃO ASSISTIDA NO SUS DESAFIOS, DESIGUALDADES E PERSPECTIVAS BIOÉTICAS
Proponente(s): Parola, A. R.
Aluno(s): Trindade, M.
Área: Medicina
Resumo:
A infertilidade é um problema global de saúde pública e um direito reprodutivo no Brasil, mas o acesso aos tratamentos de reprodução assistida pelo Sistema Único de Saúde (SUS) é severamente restrito e marcado por desigualdade. Esta revisão de escopo (conduzida nas bases PubMed, LILACS e Cochrane Library) buscou mapear as barreiras, e os resultados indicam que a falha na justiça distributiva é causada principalmente pelo alto custo financeiro dos tratamentos, que, junto à escassez de centros públicos e longas filas de espera, restringe o acesso aos grupos mais privilegiados. Os estudos convergem ao apontar que, além das barreiras estruturais e socioeconômicas, há impactos psicossociais como ansiedade e estigma, especialmente nas mulheres. A conclusão é que o envolvimento do Estado e do SUS é crucial para garantir o direito ao planejamento familiar, devendo focar na adoção de protocolos mais acessíveis e custo-efetivos, além de investir na prevenção para assegurar um acesso equitativo e integral.