Anais

Título: EFEITOS DA DENERVAÇÃO ESPLÊNICA NA VARIABILIDADE DA FREQUÊNCIA CARDÍACA DE CAMUNDONGOS C57BL/6 INDUZIDOS A OBESIDADE.

Proponente(s): Sanches, I. C.

Aluno(s): Arjona, E.

Área: Saúde e bem-estar

Resumo:

Introdução: A obesidade é uma doença crônica que pode acarretar outras doenças como diabetes e doenças cardiovasculares, ao passo que no organismo são liberadas citocinas pró-inflamatórias através da comunicação sistema nervoso e o baço, órgão principal do sistema inflamatório (Pavlov; Tracey, 2012a). Embora haja na literatura experimentos que comprovem os efeitos prejudiciais causados por doenças metabólicas, pouco se sabe sobre como a inflamação crônica causada pela obesidade pode afetar o sistema cardiovascular. Objetivo: O objetivo do presente trabalho visa investigar a influência do nervo esplênico na modulação autonômica cardiovascular de camundongos obesos. Métodos: Foram utilizados 32 camundongos C57BL/6 divididos em 4 grupos: Cirurgia SHAM alimentado com dieta low-fat (L) ou dieta high-fat (H), e camundongos submetidos à denervação esplênica e alimentados com dieta low-fat (Lnx) ou dieta high-fat (Hnx). A denervação esplênica foi realizada no final da 4ª semana. A glicemia de jejum e a tolerância oral à glicose foram testadas na 9ª semana. Ao final do estudo os animais realizaram avaliações cardiovasculares (n=8). Os animais foram canulados na artéria carótida e veia jugular para registro da PA (4kHz, WinDaq DATAQ), sensibilidade barorreflexa e modulação autonômica cardiovascular. Os dados foram analisados com o uso do software GraphPad Prism 9.3. e valores com &945;<0,05. Resultados: Houve ganho de peso corporal nos grupos H e Hnx em comparação os grupos L e Lnx. O consumo alimentar nos grupos H e Hnx apresentaram valores inferiores em relação ao grupo L, enquanto o grupo Lnx apresentou um consumo adicional maior em comparação com L. Por fim os grupos L e H possuem eficiência energética maior que os grupos Lnx e Hnx. Houve aumento do tecido adiposo no grupo H em comparação com os grupos L e Lnx, ao passo em que há diminuição do tecido no grupo Hnx comparado com o grupo H.Por sua vez o grupo Hnx apresentou o peso do baço maior em comparação com os grupos L, Lnx e H. Os grupos Lnx, H e Hnx apresentaram valores maiores de glicose basal quando comparados com o grupo L. Com relação ao resultado de OGTT, os grupos H e Hnx apresentaram aumento na área sob a curva glicêmica em comparação aos grupos L e Lnx. Os grupos HF e HFnx apresentam valores superiores de PAS comparados ao grupo L. Em contrapartida os grupos Lnx e Hnx apresentam valores acima dos valores de PAD apresentados pelo grupo L. Já os grupos Lnx, H e Hnx estão acima dos valores apresentados pelo grupo L em relação à PAM. Não houve diferença significativa entre os grupos para os resultados de FC em repouso. Entretanto, os grupos H e Hnx sofreram uma influência da dieta para o aumento de FC. Os grupos Lnx e Hnx apresentaram valores inferiores de sensibilidade Barorreflexa e taquicardia em comparação aos grupos L e H. Sobre a variabilidade total fisiológica, não houve diferenças significativas entre os grupos. A banda de baixa frequência indica que o grupo Hnx apresenta valores elevados aos grupos L e H. Já a banda de alta frequência indica que o grupo Hnx apresenta valores inferiores aos grupos L e H. Por fim, o Balanço simpatovogal demonstra que o grupo Hnx apresenta valores superiores aos grupos H e L. Conclusão: A denervação esplênica influencia aspectos fisiológicos e metabólicos em camundongos obesos, sobretudo na modulação autonômica cardiovascular. A interação entre dieta hiperlipídica e denervação alterou comportamento alimentar, composição corporal, glicemia e hemodinâmica, destacando o papel neuroimune do nervo esplênico. O estudo reforça sua importância para a regulação cardiovascular e metabólica e aponta caminhos para terapias que modulam sua atividade.

Resumo Expandido: