Anais

Título: FISIOPATOLOGIA E ABORDAGENS TERAPÊUTICAS ATUAIS DA LAMINITE ENDOCRINOPÁTICA EQUINA

Proponente(s): Barnabe, A. H.

Aluno(s): Rocha, M. L.
Bortolamedi, L. H.

Área: Agricultura, silvicultura, pesca e veterinária

Resumo:

A Laminite Endocrinopática (LE) é atualmente reconhecida como a etiologia predominante da síndrome laminar em equinos, estando intrinsecamente associada a distúrbios metabólicos como a Síndrome Metabólica Equina (SME) e a Disfunção da Pars Intermédia da Pituitária (PPID). A fisiopatologia central difere da laminite séptica, sendo caracterizada como uma laminopatia metabólica desencadeada pela hiperinsulinemia crônica. Níveis suprafisiológicos de insulina induzem falha estrutural primária, notavelmente pelo estiramento celular mediado pela ativação de receptores IGF-1 nas lâminas epidérmicas, além de promover vasculopatia digital. O manejo terapêutico multimodal é essencial, combinando suporte biomecânico (ferrageamento corretivo), crioterapia na fase aguda e controle rigoroso da dor. Contudo, o pilar do tratamento é o controle da disfunção endócrina subjacente, principalmente através de manejo dietético restritivo em carboidratos não estruturais. Esta revisão destaca os avanços farmacológicos que visam diretamente o controle da hiperinsulinemia. Terapias emergentes, como os inibidores do cotransportador de glicose sódica 2 (SGLT2) (ex: canagliflozina) e os agonistas do receptor GLP-1 (ex: exenatida, semaglutida), demonstram resultados promissores no controle da insulinemia pós-prandial refratária, representando uma nova fronteira terapêutica para a doença.

Resumo Expandido: