Título: S.O.S. MOBILIDADE CORPORATIVA! COMO INTEGRAR A REALIDADE E O MULTIVERSO? FASE 2
Proponente(s):
Wada, E. . K.
Oliveira, P. S. G.
Aluno(s): Andrade, D. B. A.
Área: Ciências sociais, comunicação e informação
Resumo:
A mobilidade acadêmica e corporativa tem sido transformada pela integração entre ambientes físicos, digitais e imersivos, exigindo novas diretrizes de hospitalidade, acolhimento e permanência. No Ecossistema Ânima, essas transformações impactam diretamente a experiência estudantil, a circulação no campus e a construção de pertencimento. A Fase 2 do projeto “S.O.S. Mobilidade Corporativa! Como integrar a realidade e o multiverso?” investiga como práticas de hospitalidade podem orientar o desenho de experiências híbridas que apoiam estudantes em contextos de circulação ampliada e múltiplas interações.
Trata-se de estudo de abordagem qualitativa interpretativista, vinculado ao PIBITI/CNPq e ao Pró-Ciência, conduzido no Ânima Lab Metaverso no Turismo. A metodologia combinou análise documental, observação de campo em campi universitários e entrevistas semiestruturadas com gestores, docentes e estudantes. Os dados foram submetidos à análise de conteúdo temática, conforme Bardin (2016). Em etapa aplicada, foram desenvolvidos ciclos de prototipagem utilizando mapas de empatia, jornadas do usuário e modelagem de experiências de hospitalidade em ambientes híbridos.
Os resultados revelam que a mobilidade não se limita ao deslocamento físico: envolve dimensões emocionais, relacionais e simbólicas que influenciam engajamento, permanência e bem-estar. Quatro categorias centrais emergiram: (1) hospitalidade como suporte à permanência estudantil; (2) relevância dos espaços de convivência e alimentação como lugares de acolhimento; (3) papel dos ambientes digitais e imersivos na manutenção de vínculos; e (4) necessidade de soluções integradas de comunicação, logística e cuidado. A prototipagem gerou propostas concretas, incluindo um protótipo piloto de hospitalidade alimentar fundamentado em economia compartilhada, com potencial de fortalecimento da permanência estudantil e escalabilidade no ecossistema Ânima.
Conclui-se que a integração entre realidade e multiverso amplia as possibilidades de inovação em hospitalidade, contribuindo para modelos de mobilidade mais humanos, acolhedores e adequados às necessidades contemporâneas de estudantes e colaboradores. Os protótipos desenvolvidos funcionam como provas de conceito capazes de orientar diretrizes institucionais e apoiar a gestão da mobilidade em ambientes híbridos.